HOMENS DE BARRO

“Nascer, ser, pertencer, caminhar e se reinventar.”

“Homens de Barro” ou “Homens de Terra”, característica do que é simples, que permanece na terra, que não se levanta diante de outros, que segue em frente como tudo que vem e volta para terra. São muito rudes e de muita coragem, e desta forma eles conseguem sobreviver.
São Homens e mulheres de muita sabedoria e humildade, que falam por si e se afirmam no tempo e no espaço com determinação e muita força, que seguem pelos ‘não lugares’ em busca do paraíso subjetivo: encontrar-se com a própria essência.
Homens que entendem que utopias são buscas, são anteprojetos, é o transitório que leva ao definitivo que se deseja. Homens que nascem, pertencem, caminham e se reinventam em um universo paralelo, onde utopias são partes concretas de um resultado desejado, e que sem elas ninguém sobrevive.
Imponentes e destemidos, do alto observam as mudanças da terra da qual fazem parte. Homens que vivem conectados, interligados e interdependentes entre si, não havendo partes dissociadas. Que saem da terra e permanecem nela, em um ciclo que não tem fim, que sempre se renova de modo autorganizado e natural.
Homens que brotam do barro, como se tivessem ligados a raízes que se espalham corajosamente pela terra, que não têm pressa, que não ligam para a agitação e o anonimato que se vive nos grandes centros urbanos, mas que consideram que o tempo e o espaço não passam de uma mera invenção linguística.
Homens que se erguem resilientes, gigantes emprenhados nas entranhas da terra e moldados pelo poder da arte, que sonham, que nunca esmorecem diante das durezas do universo que habitam, mas que procuram sempre vencer da maneira mais digna, que tomam forma e ‘vida’ e depois ganham o mundo buscando o significado da própria existência.
Homens e mulheres nascidos da magia do fogo, da argila cheia de vida que se molda, que se recicla e produz arte, que na queima morre e na força da imaginação volta a viver, se eternizando no espaço e partindo em direção à uma caminhada infindável em busca da própria essência, que não está em nenhum outro lugar senão na própria terra.